Daniel Pires na Galeria Portátil
Picture Generation, 18 years of Bad Habits
28 Março

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Entrada Livre
Picture Generation, 18 years of Bad Habits
28 Março

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Entrada Livre

Poster

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Picture Generation apresenta parte do arquivo dos primeiros anos do MausHábitos documentados pelo fotógrafo Daniel Pires, de 2000 a 2006, quando o projeto de intervenção cultural funcionava como uma residência artística permanente. Coloca-se na continuidade do projeto Ao Monte (Felícia Teixeira, João Brojo 2017) que registou o trabalho desenvolvido por coletivos e grupos informais de artistas que marcaram a cidade do Porto desde o final dos anos 90.

“Tudo para mim começou com o nome. Maus hábitos sempre me pareceu ser expressão para acarinhar, em rebeldia contra os bons hábitos que alguém (normalmente alguém com a pretensão irritante de ajuizar os outros) pretenda impôr. Depois foi a descoberta do edifício, um verdadeiro tesouro da arquitectura moderna revelado em pleno coração da cidade. E o encontro com a energia do Daniel, dessa capacidade que ele tem para juntar pessoas e ideias e inventar momentos e situações que sem ele não existiriam. No início, os Maus Hábitos pareciam ser um projecto de residências artísticas com um bar funcionando para viabilizar o que aí poderia suceder; depois o êxito e a enorme quantidade de pessoas atraídas pelo lugar e pelo que nele acontecia foram fazendo com que a noite se fosse sobrepondo ao dia sem que o dia deixasse de acontecer, e o bar se afirmasse como um espaço polimorfo e surpreendente que ía construindo a sua identidade a partir dos programas que nele se sucediam, das gentes que o cruzavam. Se as instituições de uma cidade em que a arte e a cultura se apresentem devem preservar uma condição vadia em que o imprevisto aconteça, também os lugares vadios de uma cidade devem preservar essa abertura e generosidade que fazem deles instituições à revelia do que de institucional os possa formatar. Hoje os Maus Hábitos são uma instituição assim, vadia e imprevisível, sempre generosa com o que nos seus espaços se possa encontrar. Aí, muitos artistas se apresentaram pela primeira vez, muitos espectáculos e performances aconteceram de modo tão inesquecível quanto irrepetível, muita música se ouviu, muito se dançou, muitas pessoas se encontraram e desencontraram em dias e noites de copos e de conversas, de petiscos e iguarias, de descobertas e de reencontros. Aí se cultiva e renasce em cada dia e em cada noite uma das qualidades humanas que melhor poderá aproximar as pessoas daquilo que os artistas ofereçam: a curiosidade, ou tão simplesmente a arte de estar com os outros aceitando a interpelação do que de único em cada um possa existir. Um dia um projecto reuniu os Maus Hábitos ao Museu de Serralves em que eu então trabalhava, numa exposição que se apresentava em vários lugares da cidade com um título tão simbólico quanto sintomático: Squatters. Todos quantos vamos aos Maus Hábitos, ocupamos a cidade e encontramos aí um squatter único, que ocupamos tanto quanto nos ocupa. Não se conhece uma cidade sem descobrir os seus maus hábitos... Não se conhece o Porto sem descobrir e regressar a este seu tão peculiar Maus Hábitos.”

João Fernandes, 2019

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