From Lisboa to the World – @Porto
Curadoria de Pauline Foessel & Alexandre Farto aka Vhils
2020
31 janeiro

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21:30

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Entrada livre
Curadoria de Pauline Foessel & Alexandre Farto aka Vhils
31 janeiro

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21:30

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Entrada livre

Poster

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FROM LISBOA TO THE WORLD

Curadoria de Pauline Foessel & Alexandre Farto aka Vhils
Inauguração: 31.01 — 21h30
Patente até: 15.03

Artistas participantes: ±MaisMenos± | Add Fuel | AkaCorleone | André da Loba | Estúdio Pedrita | Mário Belém | Teresa Esgaio | Wasted Rita

A Galeria Underdogs tem o prazer de anunciar a exposição colectiva “From Lisboa to the World”, agora com um carácter itinerante, no Maus Hábitos, no Porto. Inaugurando o ciclo “Outros Portos” que irá decorrer no espaço cultural ao longo do biénio 2020-21, a mostra reúne um conjunto de obras únicas, em vários suportes e formatos, de uma apurada selecção de artistas portugueses.

Agregando um grupo representativo de artistas portugueses com os quais a Galeria Underdogs tem vindo a trabalhar ao longo dos seus seis anos de actividade, “From Lisboa to the World” funciona como um complemento nacional à exposição colectiva “From the World, Made in Lisboa” apresentada em Abril de 2019, cujo foco recaiu sobre os artistas internacionais que têm visitado e trabalhado em Lisboa no âmbito do seu programa expositivo.
Tal como os seus congéneres internacionais, esta nova geração de artistas portugueses – que aqui têm desenvolvido e maturado as suas vozes em interacção directa com a cidade e o seu público –, reflecte igualmente um universo de visões autorais em tudo diverso e multidisciplinar, projectando a partir de Lisboa um conjunto heterogéneo de perspectivas e propostas com uma dimensão global, materializando assim de forma efectiva o propósito e a missão da Underdogs.
Se, também à semelhança dos artistas internacionais, o trabalho destes artistas portugueses expressa interesses, preocupações e objectivos diferentes, o conjunto de linguagens aqui apresentado não deixa de conter elementos transversais e/ou tangenciais que as aproximam, estabelecendo entre elas uma condição dialogante. As obras de Add Fuel e do Estúdio Pedrita, a despeito das suas diferenças formais e conceptuais, partilham abordagens que procuram combinar elementos da cultura visual e decorativa tradicional – em particular a azulejaria de natureza artística ou industrial – com processos contemporâneos de produção, reinterpretando e revitalizando todo um património da cultura material portuguesa. Também Mário Belém partilha com eles algo deste interesse pelo património cultural português, sobretudo no que toca à sabedoria popular dos provérbios e dizeres tradicionais. Aproximando a cultura visual popular àquela contemporânea, a sua obra tem explorado igualmente o paradoxo das falhas de comunicação numa era em que a informação é soberana mas que peca pelo seu próprio excesso, um tema que também tem sido alvo da reflexão que AkaCorleone tem vindo a desenvolver no decurso de uma prática marcadamente catártica e pessoal. Se as obras destes dois artistas se diferenciam através de linguagens contrastantes, aproximam-se, por outro lado, através de um mútuo interesse pelo universo gráfico da comunicação visual, revelando um fascínio pela justaposição e diálogo entre a representação visual e a palavra escrita.
Trabalhando de forma muito diferente com a palavra escrita, mas similarmente empenhada em reflectir sobre a cultura popular contemporânea através de uma narrativa intensamente intimista, crítica e, tal como no caso de AkaCorleone, catártica, Wasted Rita tem vindo a estabelecer uma cumplicidade abertamente confessional com o observador, dando vida a propostas radicais e incisivas de natureza cénica e performática sobre, como a própria descreve de forma mordaz, “esta coisinha adorável a que chamamos sociedade.” Apesar das evidentes diferenças autorais e estilísticas que os separam, também o projecto ±MaisMenos± do artista Miguel Januário partilha uma abordagem crítica ao mundo presente, embora veiculada através de uma perspectiva manifestamente activista que nos confronta com reflexões incisivas face às assimetrias e contradições debilitantes presentes no modelo de organização política, social e económica que dá forma às sociedades contemporâneas.
Procurando explorar uma dimensão social muito diferente através de exercícios visuais que nos oferecem uma narrativa em aberto, André da Loba, por sua vez, convida o observador a deixar-se levar pelas possibilidades interpretativas contidas nos elementos ilustrativos que nos apresenta, de maneira a compormos, de forma intuitiva ou ponderada, as nossas próprias histórias. Se a sua obra assenta, de forma clara, numa fértil imaginação poética, a obra de Teresa Esgaio, apesar de todo o seu evidente realismo, também bebe de uma fértil poética da imaginação. Trabalhando o delicado contraste entre luz e sombra, a mão da artista vai dando forma a desenhos minuciosos e ricamente texturais desenvolvidos com recurso ao pastel seco e grafite – um processo longo, exigente e exaustivo através do qual vai retratando tudo aquilo que lhe capta a atenção numa clara sublimação do intemporal gesto pictórico na era digital.

Celebrando, em suma, a vitalidade e a riqueza heterogénea que diferencia este conjunto de práticas artísticas, assim como os diversos elementos temáticos e as abordagens que as aproximam, “From Lisboa to the World” faz um balanço da actividade da Galeria Underdogs na sua dimensão portuguesa, mas também expressa uma amostra do actual estado da arte contemporânea de inspiração urbana na era global. De Lisboa, para o resto do mundo.

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