Passadas

Stout Cobweb
Susana Gaudêncio

6 Março a 10 Abril

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Stout Cobweb #2

Stout Cobweb: a Política da Forma

Espaço é um receptáculo sem dimensão em que o intelecto coloca a sua criação.
Que também eu possa colocar neste a minha forma criativa.

Kasemir Malevich, folha de sala da exposição “The Last Futuristic Exhibition of Pictures”

Installed in a language that has already done so much speaking.
Maurice Merleau-Ponty em “Signs”

No texto “Form as Social Commitment”, Umberto Eco define artista de vanguarda como o único capaz de estabelecer uma relação significativa com o mundo em que vive, desafiando os sistemas tradicionais através da sua linguagem intrínseca – a forma. As obras de vanguarda podem ser entendidas como resultado da contradição entre autonomia da obra de arte e intervenção social. Nesta antinomia reflectem-se tanto a estrutura do trabalho como as condições da sua recepção e é isto que se constitui como uma possível política da arte através da estética.
Esta afirmação não é inédita no percurso de Susana Gaudêncio. Na obra da artista, a estética assume-se sempre como subtil questão ideológica. Ao manipular directamente o imaginário colectivo da arte, Stout Cobweb desloca-se para domínios metafísicos ou ontológicos dos contextos artísticos, em particular para um dos seus modos de legitimação—o espaço expositivo. Stout Cobweb tem como ponto de partida formal e conceptual exposições e eventos realizados no século XX, em contextos de vanguardas, apresentações de manifestos, bienais e salões de arte.

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Stout Cobweb #1

Ao evocar as recorrentes disputas entre produção artística e os seus circuitos, através de propostas de libertação dos processos criativos aos espaços confinados de apresentação do objecto de arte, Susana Gaudêncio opta por dirigir o seu mordaz comentário a dois momentos históricos de ruptura—a sala “Suprematism on Painting” de Kasemir Malevich na exposição “The Last Futuristic Exhibition of Pictures” (1915) e a instalação “Mile of String” de Marcel Duchamp na exposição “The First Papers of Surrealism” (1942). Nas serigrafias, estas “citações” estendem-se a outros momentos expositivos.
Mas o que significará, em Stout Cobweb, questionar a vanguarda (histórica)?
Se as vanguardas promoveram cisuras determinantes com as artes clássicas ou académicas, Susana Gaudêncio propõe-se desmontar as vanguardas, ou dito de outra forma, todo e qualquer momento de instituicionalização da arte (se “o modernismo é a nossa antiguidade”, o avant-garde é agora o nosso mainstream).
Citar surge aqui não como reverência mas como subversão. A citação, como princípio estruturante desta exposição, é identificada desde logo no título da mesma. “Stout cobwebs” (Teias robustas) foi a expressão utilizada para descrever a instalação de Marcel Duchamp “Mile of String” na exposição retrospectiva “The First Papers of Surrealism” (1942). Na mansão Whitelaw Reid em Nova Iorque, Duchamp suspendeu 1,6 km de corda que envolviam toda a área expositiva, ocultando as obras presentes.
Retirar o título da exposição da acção de Duchamp, corrresponde a uma tentativa da artista de voltar ao lugar, não mais para o rever como ficheiro morto, documental, mas literalmente restituindo-lhe o movimento, metáfora da sua acção. É esta urgência de reconstituição do valor performático das obras, de devolução da sua dinâmica perdida, que justifica a utilização da animação.

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Stout Cobweb #2

Através da difícil tarefa de transformação dos ícones (princípio recorrente do discurso da artista), o conjunto de obras apresentado parte sempre de uma primeira imagem documental de exposições de vanguarda. Desta forma, Gaudêncio testa as implicações da manipulação do documento, satirizando a importância deste como único modo para aceder ao passado.
Cada uma das obras em Stout Cobweb é tautológica. Na reconstituição de “Mile of String”, por exemplo, Susana Gaudêncio reconhece primeiro a motivação de Duchamp que, nas palavras do autor, toma a sua intervenção como um “combate ao segundo plano”, as pinturas dos restantes artistas surrealistas. A artista radicaliza este manifesto ao anular por completo esse fundo, a ponto de nada mais restar que uma composição abstracta bidimensional. Na obra em que se anima a sala de Malevich, a tensão é provocada pelo absurdo das formas que caem, vítimas pura e simplesmente da lei da gravidade. Os quadrados como módulos quase religiosos em Malevich, não são agora mais que um amontoado de formas no chão.
O conjunto de serigrafias explora os príncipios de sedimentação e transporte das iconografias. Aqui, as formas de outras exposições instalam-se em espaços aparentemente estranhos aos da sua origem. A migração das formas expõe relações invisíveis entre momentos históricos distintos, apenas revelados pelas testemunhas fugazes dos espaços—os espectadores.
Para operar a reconstituição ficcional, que coloca o documento no limbo entre verdade e mentira, a artista utiliza a piada como modelo de subversão, como linha paralela à realidade. Em Stout Cobweb ser jocoso assume-se como atitude crítica subversiva, como modo de exposição das contradições da história.
Stout Cobweb encontra nos entre-espaços da história, possibilidades para uma ficção. Ao revelar com humor as “armadilhas” da história, desmonta os momentos de conversão da vanguarda em convenção. Como palimpsestos dos manifestos originais, a atitude das obras de Susana Gaudêncio é acima de tudo uma homenagem que extingue a neutralidade provocada pelo peso da história. Com a sátira constrói-se o tributo.
Sofia Gonçalves

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Um Século, Dez Lápis, Cem Desenhos – Viarco Express
Complexo Industrial da Oliva – S. João da Madeira
27 Fevereiro a 17 Abril 2010
Inauguração às 16h30

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O projecto Viarco Express, que partiu do encontro da Fábrica de Lápis Viarco com a Associação Cultural Saco Azul e o Espaço de Intervenção Cultural Maus Hábitos, é fruto de um desejo de criação de políticas e dinâmicas que fomentem a produção no campo das artes em Portugal.
Partindo de uma regra simples, um vulgar jogo de estafeta, fizemos de dez lápis testemunhos do panorama da produção artística em Portugal. [ver informação mais detalhada no menu Exposições Passadas]

Albuquerque Mendes, Alexandra do Carmo, Álvaro Leite, Siza Vieira, Ana Anacleto, Ana Guedes, Ana Pérez-Quiroga, Ana Pimentel, Ana Torrie, Ana Vidigal, André Alves, André Carrilho, Ângelo de Sousa, António Antunes, António Charrua, António Jorge Duarte, António Melo, António Olaio, Augusto Cid, Baltazar Torres, Brian Cronin, Bruno Borges, Carla Capela, Carlos Botto, Carlos Carreiro, Carlos dos Reis, Carlos Pinheiro, Cristina Lamas, Cristina Robalo, Cristina Sampaio, Daniel Barroca, Diogo Pato, Eduardo Salavisa, Egas José Vieira, Fabrizio Matos, Fátima Mendonça, Fernando Conduto, Fernando Pinto Coelho, Francisco Queirós, Francisco Vidal, Frederica Bastide Duarte, Gerardo Burmester, Graça Morais, Guida Casella, Hugo Canoilas, Isaque Pinheiro, Joana Vasconcelos, João Baeta, João Catarino, João Pedro Vale, Joen P-Vedel, John Hawke, Jorge Abade, José Emidio, José Louro, Julião Sarmento, Karina Cid, Luís Figueiredo, Luís Lima, Luís Gonçalves, Luís Penha, Mafalda Santos, Manuel Graça Dias, Manuel Santos Maia, Margarida Rebelo Pinto, Maria Velez, Mariana Moraes, Marta Soares, Marta Wengorovius, Mauro Cerqueira, Miguel Vieira, Mónica Cid, Nuno de Sousa, Nuno Vidigal, Paula Rego, Paulo Brighenti, Paulo Mendes, Paulo Patrício, Paulo Quintas, Pedro Barbosa, Pedro Cabral, Pedro Cabrita Reis, Pedro Pousada, Pedro Quintas, Pedro Ravara, Pedro Reis, Rasmus Blaedel, Ricardo Pistola, Rita Guedes Tavares, Rui Chafes, Rute Rosas, Samuel Silva, Sara Maia, Susana Mendes Silva, Vasco Barata e Yasuto Masumoto.

Complexo Industrial da Oliva
Rua Oliveira Júnior (junto ao Museu da Chapelaria)
S. João da Madeira
Horário: Terça a Sexta das 9h às 12h30 e das 14h às 18h, Sábado e Domingo das 10h às 13h e das 14h às 18h.

Apoio institucional: Câmara Municipal S. João da Madeira e Museu da Presidência da República
Produção: Viarco, Maus Hábitos e Museu Chapelaria

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Yuriy Pogorelov retrospectiva
23 Janeiro a 28 Fevereiro 2010

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O ciclo Nomadic.0910 – encontros entre arte e ciência orgulha-se de apresentar a primeira exposição retrospectiva de ilustrações de Yuriy Pogorelov, professor de Física da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.
O percurso de Yuriy Pogorelov é paradigmático da ambição do ciclo Nomadic.0910, na medida em que testemunha de forma particularmente eficaz a convergência de vocações diferenciadas do conhecimento. Yuriy tem vindo a dedicar-se de forma continuada à ilustração desde há várias décadas, alimentando esta prática quotidiana com conhecimentos multidisciplinares e referências a áreas tão distintas como as ciências, política, história, tecnologia e sociedade.
O seu corpo de trabalho, profundamente enraizado no seu próprio percurso biográfico, desdobra-se em universos simultaneamente acessíveis e complexos, simultaneamente severos e delirantes. Estes universos são construídos a partir de um humor que observa, subverte e desconstrói o conhecimento e a condição humana dos modos mais surpreendentes.

Maria Strecht
Heitor Alvelos
Comissários, Nomadic.0910

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2009
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“Compro Mas Não Existo”
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28 Novembro a 25 Dezembro 2009
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+-
maismenos

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GRAFIKA: A Collection of Prints by the Artists of Beautiful Losers
24 Outubro a 20 Novembro 2009

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O Maus Hábitos acolhe esta exposição, organizada pela S.P.O.T. e comissariada por Mario Martín, da shop-galería Contemporanea.org.

“Grafika. A Collection of Prints by the Artists of Beautiful Losers” é uma exposição de obras gráficas, objectos e edições várias que explora o trabalho de um grupo diverso de artistas visuais surgidos na cultura urbana alternativa em torno da cena do skate, do graffiti, do punk e do hip hop nos Estados Unidos.

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O projecto inicial é de Christian Strike e Aaron Rose e designou-se “Beautiful Losers”. A Contemporánea e Christian Strike reuniram para esta ocasião meia centena de peças de distintas disciplinas artísticas, tais como serigrafia, escultura, fotografia, revistas, fanzines, T-shirts e objectos realizados por este conjunto de artistas, emergidos na última década do séc. XX e descendentes directos de Andy Warhol, Jean-Michel Basquiat e Keith Haring.

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O que começou por ser um movimento juvenil, tornou-se num fenómeno social. Na verdade alguns deles são já considerados pelo mundo da arte como valores seguros e exemplos a seguir dentro das novas correntes culturais do nosso século e fazem trabalhos para marcas como Marc Jacobs, Calvin Klein ou RVCA.

A exposição, que tem tido uma grande afluência de público e uma grande repercussão mediática, passou já por Madrid (Subaquatica), San Sebastián (Flow Store), Bilbao (Belaza Gallery), Sevilha (Montana Shop & Gallery), Cáceres (Cabeza de Ratón. Espacio para la Experimentación Artística), Málaga (Cincoechegaray) e Zaragoza (Finestra Estudio). Depois do Porto, GRAFIKA encerra o ano na cidade de Barcelona (Ikara Shop & Gallery – Dezembro – Janeiro 2010).

Beautifullosers

Os artistas que integram a exposição são: Thomas Campbell, Henry Chalfant, Larry Clark, Cynthia Connolly, Cheryl Dunn, Brian Donnelly (KAWS), Shepard Fairey (OBEY), Glen E. Friedman, Evan Hecox, Wes Humpston, Jo Jackson, Todd James, Andy Jenkins, Chris Johanson, Harmony Korine, Ari Marcopoulos, Geoff McFetridge, Barry McGee, Ryan McGinness, Mike Mills, Raymond Pettibon, Stephen Powers, Terry Richardson, Clare E. Rojas, Rostarr, Ed Templeton, Craig R. Stecyk III e Tobin Yelland.

Site Beautiful Losers
Myspace S.P.O.T.
Site Contemporánea

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Future Places Digital Media Festival
16 a 25 Outubro 2009

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Procurando debruçar-se sobre a influência dos media digitais nas culturas locais, o Future Places, festival de media digitais, traz ao Porto a sua segunda edição entre 13 e 17 de Outubro. Inserido no Programa UT Austin Portugal e comissariado por Heitor Alvelos (Universidade do Porto) e Karen Gustafson (University of Texas, Austin), o Future Places oferece oportunidades de os novos media serem agentes de desenvolvimento, não só a nível global, como, principalmente, a nível local, através de conferências, workshops, concertos e performances. O festival acontece um pouco por toda a cidade do Porto.
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O Maus Hábitos vai ser um dos locais privilegiados de acção, com várias actividades durante o evento, nomeadamente a exposição dos projectos a concurso no Festival. Durante o Festival e até dia 25 de Outubro, o espaço Maus Hábitos vai hospedar projectos de concorrentes de vários países e media, que serão avaliados e premiados no dia 17, por um júri internacional, e com os quais o público pode e deve interagir.
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O Maus Hábitos vai ser ainda o ponto de partida para uma emissão especial. A Radio Futura, a rádio oficial do Future Places, faz do Maus Hábitos o seu quartel-general, acrescentando uma dimensão radioeléctrica ao festival através da emissão de programas criados especialmente para este, incluindo performances internacionais e locais emitidas em directo, além da cobertura dos concertos do Future Places. A Radio Futura é assegurada pela Rádio Zero, podendo ser ouvida por stream web e em frequência FM local no Porto.
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Brian Cohen | Outhouse Installation
Maile Colbert | Over The Eyes Instalattion
André Carrilho & Nuno Correia | Master And Margarita AV Performance
Jacek Doroszenko & Marcin Sipiora | Huta Artzine Software Platform
Diogo Figueiredo & Nicolau Moreira | Outro Eu Installation
David Fodel | Where Is Love? Locative Media
Riley Harmon | What It Is Without The Hand That Wields It Videogame/Installation
Naomi Kaly & Alyssa Casey | Oporto-Dumbo Bridge Installation
Wolfgang Kemptner | Watching Utube Together II Installation
Luís Leite | Animatic: Virtual Marionettes Interactive Animation; PC Software
Mónica Mendes | RTVISS [Real- Time Video Interactive System for Sustainability] Interactive Installation
Hye Yeon Nam | Wonderland Video
Rudolfo Quintas | Things To Burn: Inversed Metaphors AV Installation
André Sier | Interestrelar Sound Installation
Phil Taylor | Losing Ground (Verlierend Erdet) AV Composition

Site Future Places
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Um Século, Dez Lápis, Cem Desenhos – Viarco Express
1 Outubro a 15 Novembro 2009
Museu da Presidência da República

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O projecto Viarco Express, que partiu do encontro da Fábrica de Lápis Viarco com a Associação Cultural Saco Azul e o Espaço de Intervenção Cultural Maus Hábitos, é fruto de um desejo de criação de políticas e dinâmicas que fomentem a produção no campo das artes em Portugal.
Partindo de uma regra simples, um vulgar jogo de estafeta, fizemos de dez lápis testemunhos do panorama da produção artística em Portugal.
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De mão em mão, artista em artista, cada lápis desenha autónomo um grupo de afectos e cumplicidades, revelando os mecanismos de troca e partilha que movimentam e dinamizam a arte. Entregando dez lápis especialmente produzidos para o projecto a artistas cuidadosamente escolhidos, pedimos a cada um deles que, utilizando o lápis, criasse um desenho e, concluindo o trabalho, escolhesse livremente das suas relações uma outra pessoa.
viarcoexpressCom o objectivo de chegar a um conjunto de 100 desenhos e 100 artistas, pretendemos produzir uma exposição que ofereça ao público o resultado desta experiência. Para além da criação deste espólio de desenho e das exposições previstas, o projecto tornou possível a elaboração deste catálogo, para o qual colaborou uma parte significativa do meio artístico português.

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Uma vez que o valor do Viarco Express não se esgota na sua exibição ao público, nem na edição do catálogo, lançamo-nos na construção de um mapa que permita uma reflexão sobre as políticas de amizade, relações de afectividade e cumplicidade que ligam os mais destacados criativos do panorama artístico nacional. A partir deste jogo de estafeta, criar uma cartografia automática dos diversos grupos e círculos de proximidade que constroem este mundo.

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Em termos puramente artísticos, consideramos que a criação deste conjunto de desenhos como uma mais-valia para o registo do nosso património vivo e das relações entre artistas portugueses. Os 100 desenhos finais não correspondem apenas a uma fantástica colecção, mas são também um valioso documento para estudo e pesquisa.

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Fotografias de Daniel Pires

A exposição Viarco Express conta com trabalhos dos artistas:

Albuquerque Mendes, Alexandra do Carmo, Álvaro Leite, Siza Vieira, Ana Anacleto, Ana Guedes, Ana Pérez-Quiroga, Ana Pimentel, Ana Torrie, Ana Vidigal, André Alves, André Carrilho, Ângelo de Sousa, António Antunes, António Charrua, António Jorge Duarte, António Melo, António Olaio, Augusto Cid, Baltazar Torres, Brian Cronin, Bruno Borges, Carla Capela, Carlos Botto, Carlos Carreiro, Carlos dos Reis, Carlos Pinheiro, Cristina Lamas, Cristina Robalo, Cristina Sampaio, Daniel Barroca, Diogo Pato, Eduardo Salavisa, Egas José Vieira, Fabrizio Matos, Fátima Mendonça, Fernando Conduto, Fernando Pinto Coelho, Francisco Queirós, Francisco Vidal, Frederica Bastide Duarte, Gerardo Burmester, Graça Morais, Guida Casella, Hugo Canoilas, Isaque Pinheiro, Joana Vasconcelos, João Baeta, João Catarino, João Pedro Vale, Joen P-Vedel, John Hawke, Jorge Abade, José Emidio, José Louro, Julião Sarmento, Karina Cid, Luís Figueiredo, Luís Lima, Luís Gonçalves, Luís Penha, Mafalda Santos, Manuel Graça Dias, Manuel Santos Maia, Margarida Rebelo Pinto, Maria Velez, Mariana Morais, Marta Soares, Marta Wengorovius, Mauro Cerqueira, Miguel Vieira, Mónica Cid, Nuno de Sousa, Nuno Vidigal, Paula Rego, Paulo Brighenti, Paulo Mendes, Paulo Patrício, Paulo Quintas, Pedro Barbosa, Pedro Cabral, Pedro Cabrita Reis, Pedro Pousada, Pedro Quintas, Pedro Ravara, Pedro Reis, Rasmus Blaedel, Ricardo Pistola, Rita Guedes Tavares, Rui Chafes, Rute Rosas, Samuel Silva, Sara Maia, Susana Mendes Silva, Vasco Barata e Yasuto Masumoto.

Produção: Maus Hábitos – Espaço de Intervenção Cultural e Associação Cultural Saco Azul em parceria com Viarco – Indústria de Lápis, Lda.

Site Viarco | Site Museu Presidência República

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“Em debate” de Isaque Pinheiro
11 Setembro a 11 Outubro 2009

Isaque
Em cima da terra e debaixo do céu #1

Não é a primeira vez nem será a última que Isaque Pinheiro apresenta uma exposição no espaço que ajudou a construir e que, durante alguns anos, foi igualmente o lugar onde viveu e trabalhou, na oficina que dividiu com os inúmeros artistas que foram passando diariamente pelo Maus Hábitos. O sentido de partilha no trabalho tem caracterizado o seu percurso.
Provavelmente são estas vivências que justificam algumas das obras deste autor e particularmente as que se apresentam.

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Mais relevante que o virtuosismo técnico que o caracteriza, Isaque expõe um grupo de trabalhos em que a relação entre o conceito e a matéria coexistem de forma crítica e simultaneamente irónica.
Um recibo verde em escala ampliada e realizado com todo o rigor em mármore verde-viana, pode e deve ter as mais diversas leituras e interpretações. Os que fruem das obras de Isaque Pinheiro “devem ser livres na interpretação que fazem da obra, ou seja, eu não quero ser o proprietário total da ideia.” (em conversa com o artista)

Isaque_Pinheiro
Há, mas são verdes!

Assim, será que estamos perante uma chamada de atenção para o trabalho precário ou igualmente induzir a um peso de anos num regime que parece ser da idade da pedra ou, diante de um objecto obsoleto que merece ser apresentado como um troféu?
Será ainda uma desmistificação pública dos bastidores da transacção comercial da obra de arte, ou apenas um registo lúdico e de inspiração puramente estética?
Há, mas são verdes! estimula mais um debate.

isaque_pinheiro_

Desta vez com um grupo de obras recentes e outras inéditas que comunicam entre si, com os espaços das salas onde se apresentam, com quem as vai fruir. Apresentam-se as formas, matérias ou conceitos que tanto as podem distanciar como conduzirem a narrativas poéticas de características perturbadoras.
Isaque apresenta resultados tão distintos e tão próximos, quer matericamente, esculpindo o granito, o mármore ou a madeira, como desenhando sobre papel. Mas se, por vezes, representa fielmente as formas, outras, especula possíveis visões das mesmas, como se estivesse materializando os seus devaneios.
Estes jogos simples e controversos da vida vão alimentando o imaginário espacial e oficinal de Isaque Pinheiro.

Rute Rosas, Setembro 2009

Site Isaque Pinheiro | Currículo
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“Atelier Viarco” de Mafalda Santos, Mariana Moraes, Ricardo Pistola
24 Julho a 6 Setembro 2009

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Mafalda Santos
A série de desenhos apresentada para a exposição “Atelier Viarco” resulta de um processo de apropriação e ampliação de um conjunto de esquemas e ilustrações presentes em livros de teoria da cor e da percepção visual. Deste modo, o trabalho pretende pôr à prova os materiais da Viarco em todo o seu espectro de cores e texturas, em diferentes jogos de contraste e de forma, fazendo uma demonstração do seu desempenho.
Simultaneamente, neste processo de apropriação, os desenhos procuram explorar a qualidade estética dos próprios esquemas e ilustrações quando retirados das suas funções didácticas.

atelierviarco
Mafalda Santos

Mariana Morais
Gast
Se eu fosse um vaivém, viveria bem perto do céu e andaria bem longe do mundo. Chamar-me-ia Gast (Pathfinder também ia, Challenger não) e nunca me chamaria Columbia. Seria um veículo parcialmente reutilizável, capaz de realizar missões diversas. Poderia transportar, reparar, resgatar e investigar; seguiria a órbita da Terra, teria uma tripulação. Mas se fosse uma nave espacial, poderia fazer viagens interplanetárias e andar pelo espaço exterior.
Se eu fosse um vaivém, quereria ser uma nave espacial, mais especificamente uma nave estelar, quereria ir e não vir, viajar entre sistemas solares, já que aqui estou só de visita. É claro que, se eu fosse um vaivém, também poderia ser que fosse só um vaivém.

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Mariana Morais

Ricardo Pistola
Apresenta um conjunto de desenhos em que a principal referência é a obra “The Cosmographic Mystery”, de Johannes Kepler, na qual o autor propõe que cada um dos cinco sólidos platónicos poderá inscrever e circunscrever a órbita esférica.
Cada um destes sólidos, encerrados numa esfera, uns dentro dos outros, produz seis camadas, que corresponderiam aos seis planetas então conhecidos – Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter e Saturno.
Kepler pensou que as esferas poderiam ser posicionadas nos intervalos correspondentes à dimensão de cada planeta, assumindo o círculo planetário do Sol. Kepler encontrou também uma fórmula relativa ao tamanho de cada planeta e ao tempo que este leva a percorrer a sua
órbita, mas viria a rejeitá-la mais tarde, por não ser suficientemente exacta.
ricardo_pistola
Ricardo Pistola

Site Mafalda Santos | Site Mariana Moraes | Site Ricardo Pistola
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“Semente” de Francesco Geronazzo
19 Junho a 12 Julho 2009
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Francesco Geronazzo é gravador, pintor e escultor, talvez por isso tenha procurado um fio condutor para as técnicas que ama, a sua busca gira em torno de um sujeito tão forte quanto mínimo, a forma de uma semente. Semente que comprende em si mesmo um arquétipo do mundo: pedra, ovo, cabeça. Um potencial de vida, muitas vezes, depositado num dos mais antigos motores do mundo, o acaso. O próprio acaso é um elemento fundamental na obra gráfica de Geronazzo. O suporte é conscientemente de “segunda mão” – para depois o empobrecer – a imagem confia na tinta calcográfica, nos seus inevitáveis gotejos, naquele sentido arcaico que hoje – na época das plotters e dos monitores – sentimos no entanto muito perto pelo seu conteúdo físico e livre que todos temos medo de perder.

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Cada traço, cada desenho, tem a sua própria forte individualidade. Francesco ama agrupar os seus trabalhos, velá-los e revelá-los, seguindo as pautas que nascem instintivamente na sua mesa. Não é necessária uma contextualização completa porque vai de encontro a uma visão contemporânea, onde os tempos são cada vez mais rápidos.

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É necessário voltar atrás para dar à obra o tempo que merece, ler o texto em cada sílaba e parar por um instante. Semente significa também tempo, estação, maduração lenta para manter uma promessa que esta arte propõe. Uma promessa da qual, estou seguro, veremos dentro de pouco os frutos maduros.
Fabio Torre (artista e escritor)

Site | Blog
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“Nouvelle Vague” tributo por Eurico Sá Fernandes
15 a 31 Maio 2009

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Este projecto, intitulado Nouvelle Vague, no seu todo, é um tributo a um movimento cinematográfico cujo nome foi escolhido para título deste projecto. Mais detalhadamente este trabalho consistiu numa pesquisa sobre o movimento, a sua história, os seus filmes, realizadores, actores e revoluções que contribuíram para o avanço ao nível cinematográfico e até mesmo social. No entanto, este projecto, para além da sua parte formal e histórica, recolhidas e transcritas pelo autor desta obra, também faz uma ponte com outros artistas que directa ou indirectamente influenciam este projecto. Toda essa recolha formal resultou na criação de uma intervenção ao nível fotográfico sobre alguns dos filmes da Nouvelle Vague. Visto ser um tributo a um movimento que não é contemporâneo ao autor deste projecto, o que é pretendido com esta intervenção é que a geração da Nouvelle Vague ou quem nunca a conheceu, nem teve curiosidade de a explorar , se sinta curioso e por consequência procure (re)ver os filmes. Para quem conhece é um convite ao passado numa visão presente, para os outros uma curiosidade apetecível. Este projecto, apesar de funcionar a solo, está inserido numa série de três projectos que se denomina ANA e que integra este tributo à Nouvelle Vague, um ensaio sobre a obra “O Guardador de Rebanhos” de Alberto Caeiro em vídeo digital e um ensaio autobiográfico, também com o nome de ANA, que explora a vertente da performance. Esta série de projectos está a ser realizado em comunhão com a PAP (Prova de Aptidão Profissional) que Eurico Sá Fernandes está a executar, dado estar, este ano lectivo, no último ano do Curso de Design Gráfico da Escola Artística e Profissional Árvore.

Site
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Volkan Diyaroglu
Residência artística 9 a 16 Abril 2009
Exposição 16 Abril a 10 Maio 2009

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volkan
volkan_diyaroglu
volkan_diyaroglu

Site Volkan Diyaroglu
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2008
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“ÅBROÏDERIJ! HA!” Exposição Internacional de Artes Gráficas
5 a 28 Dezembro 2008

ABRO

A exposição foi organizada no âmbito da 10ª FEIRA LAICA, e depois de ter estado patente na sala de exposições da Bedeteca de Lisboa entre Junho e Setembro de 2008, iniciou um périplo de itinerância que durará até 2010. Os Gajos da Mula responsabilizaram-se pela primeira paragem, no espaço Maus Hábitos durante o mês de Dezembro de 2008.

ABRO

ABRO

ABRO

Com André Lemos, João Rubim, José Feitor, Jucifer, Ilan Manouach (gr), Guillaume Soulatges (fr), Fabio Zimbres (br), Bruno Borges, Joanna Latka, Nuno Neves, Richard Câmara, Miguel Carneiro, Cátia Serrão, Luís Henriques, Rosa Baptista, Daniel Lima, Zé Cardoso, Rui Vitorino Santos, Júlio Dolbeth, Joana Rosa Bragança, Lucas Almeida, Pedro Zamith, João Maio Pinto, Teresa Amaral, Pedro Lourenço, Bráulio Amado, Christina Casnellie, Lucas Barbosa, Sérgio Vieira, Artur Varela, Ana Menezes, João Fazenda, Rafael Gouveia, Stevz (br), Christopher Webster (uk), Filipe Abranches, Marco Mendes, dice industries (ale), Kolbeinn Karlsson (sue), Gianluca Costantini (it), Daniel Lopes, Pauliina Mäkelä (fi), Maria Pia Cinque (it), Andrea Bruno (it), Amanda Vähämäki (fi), Igor Hofbauer (cro), Kai Pfeiffer (ale) e Ulli Lust (ale).

Blog Mula | Feira Laica
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